Obesidade. Como pode tratar este problema do século XXI

Esta é cada vez mais a realidade do presente! Como será o Futuro?
Esta é cada vez mais a realidade do presente! Como será o Futuro?

Neste artigo vou-lhe falar da Obesidade, as causas, como tratar e porque pode beneficiar da Acupuntura e um plano personalizado de tratamentos, dieta e exercícios na Acupuntura Deluxe.

O principio passa por utilizar a Acupuntura de modo a ajudar a perder peso, volume e tornar-se mais saudável.

Há duas tendências sociais cruciais para pessoas acima do peso ideal; uma é a grosseira e desumana discriminação estética e a outra é encarar uma pessoa obeso como alguém que não tem força de vontade e que  é assim porque é preguiçoso.

Algumas vezes, isto gera preconceito em relação à pessoa obesa, dificuldades para relacionamentos sociais e afectivos, problemas para encontrar emprego e até mesmo quadros psiquiátricos consequentes dessa marginalização.

A obesidade é considerada hoje uma doença, do tipo cronica, que provoca ou acelera o desenvolvimento de muitas doenças e que causa a morte precoce. Tudo isto é verdade, mas de qual doença estamos falando? Quem é obeso?

É isso que iremos responder neste artigo, bem como algumas dicas para aplicar hoje, como é que a Medicina Chinesa classifica esta doença e como pode beneficiar do tratamento de acupuntura.

Sem mais demoras, iremos falar da doença em si.

Definição e Classificação da Obesidade

Como vê a sua imagem?
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A obesidade é caracterizada por um relativo excesso da massa de tecido adiposo. Para poder ser determinada, criou-se o Índice de Massa Corporal (IMC), método mais utilizado actualmente (no entanto, este método perde a fiabilidade em atletas com grande massa muscular) e que define que a obesidade seria classificada a partir de um IMC superior a 30 kg/m². A forma de calcular o IMC é a divisão do peso (em kg) da pessoa por sua altura, elevada ao quadrado (em m²) (Kg/m²). Desta forma, e de acordo com as tabelas de IMC, pode-se quantificar o grau (quantidade) de obesidade e podemos tê-la em 4 tipos:

  • Sobrepeso: 25 a 29,9 kg/m2;
  • Obesidade (classe I): 30 a 34,9 kg/m2;
  • Obesidade (classe II): 35 a 39,9 kg/m2;
  • Obesidade (classe III ou obesidade mórbida): > 40 kg/m2.

Para um indivíduo com 1,70 m de altura, por exemplo, se o peso for de 86,7 kg, ele terá um IMC = 30. Com peso de 101,15 kg, ele atinge um IMC de 35; com peso de 115,6 kg, o IMC é de 40, sendo considerado um obeso mórbido.

Em termos gerais, aceita-se que o peso ideal ou de menor risco para saúde corresponde a um IMC de 20 a 25. Este índice deve ser usado para adultos. Para crianças e adolescentes devem ser utilizadas curvas específicas, uma vez que, ainda, estão em fase de crescimento (cadernetas de pediatria contém as curvas de crescimento, classificadas por percentis).

Causas 

Diz-me o que comes, digo-te quem és!
Diz-me o que comes, digo-te quem és!

A obesidade é o resultado da ingestão de uma quantidade de calorias maior do que a utilizada pelo corpo. 

Os factores genéticos e ambientais influem no peso do corpo, mas a sua interacção para determinar o peso de uma pessoa ainda não está esclarecida. 

Uma das explicações propostas é que o peso do corpo se regula em torno de um ponto fixo, semelhante à afinação de um termóstato. 

Um ponto fixo mais elevado do que o normal pode explicar a razão por que algumas pessoas são obesas e por que perder peso e manter a perda é difícil. 

Factores genéticos: 

  • Investigações recentes sugerem que, em média, a influência genética contribui em 33 %, aproximadamente, para o peso do corpo, mas que esta influência pode ser maior ou menor numa pessoa em particular. 
  • Existem alguns genes que, quando mutados, podem contribuir para o aparecimento da obesidade (assunto será tratado na etiologia da doença). 
  • Alguns exemplos de síndromes genéticos associadas à obesidade: Síndrome de Präder-Willi; Síndrome de Laurence-Moon-Bredl; Síndrome de Ahlström; Síndrome de Cohen; Síndrome de Carpenter; Síndrome do X frágil; Síndrome de Turner-Wilson; Osteodistrofia hereditária de Albright.

Factores socioeconómicos: 

  • Estes factores influem fortemente na obesidade, sobretudo entre as mulheres. 
  • Em alguns países desenvolvidos, a frequência da obesidade é mais do dobro entre as mulheres de nível socioeconómico baixo do que entre as de nível mais alto. 
  • O motivo pelo qual os factores socioeconómicos têm uma influência tão poderosa sobre o peso das mulheres não se compreende completamente, mas sabe-se que as medidas contra a obesidade aumentam com o nível social. 
  • As mulheres que pertencem a grupos de um nível socioeconómico mais alto têm mais tempo e recursos para fazer dietas e exercícios que lhes permitem adaptar-se a estas exigências sociais.

Factores psicológicos: 

  • As perturbações emocionais, que durante certo tempo foram consideradas como uma importante causa da obesidade, consideram-se actualmente como uma reacção aos fortes preconceitos e à discriminação contra as pessoas obesas. 
  • Um dos tipos de perturbação emocional, a imagem negativa do corpo, é um problema grave para muitas mulheres jovens obesas (E nisto a Acupuntura é muito eficaz). 
  • Isso conduz a uma insegurança extrema e a mal-estar em certas situações sociais.
  • Dois modelos anormais de alimentação que contribuem para a obesidade em algumas pessoas, a doença da alimentação excessiva (refeições exageradas que contribuem para uma ingestão excessiva de calorias) e a síndroma da alimentação nocturna, podem ser desencadeados pelo stress e por certas perturbações emocionais. 
  • A doença da alimentação excessiva é semelhante à bulimia nervosa, exceptuando que os excessos não são seguidos de vómitos auto-induzidos. Por conseguinte, consomem-se mais calorias. 
  • Na síndroma da alimentação nocturna, a falta de apetite durante a manhã é seguida por sobrealimentação, agitação e insónia durante a noite.

Factores relativos ao desenvolvimento: 

  • Um aumento do tamanho ou do número de células adiposas, ou ambos, soma-se à quantidade de gorduras armazenadas no corpo. 
  • As pessoas obesas, em particular as que desenvolveram a obesidade durante a infância, podem ter uma quantidade de células gordas até cinco vezes maior do que a das pessoas de peso normal. 
  • Como não se pode reduzir o número de células, pode-se perder peso apenas diminuindo a quantidade de gordura de cada célula.

Actividade física: 

  • A actividade física reduzida é provavelmente uma das principais razões para o aumento da obesidade entre as pessoas das sociedades opulentas. 
  • Em algumas, os Estados Unidos, por exemplo, a obesidade é hoje duas vezes mais frequente do que no ano de 1900, mesmo quando o valor médio de calorias consumidas diariamente diminuiu cerca de 10 %. 
  • As pessoas sedentárias precisam de menos calorias. O aumento da actividade física faz com que as pessoas de peso normal comam mais, mas pode não acontecer o mesmo com as pessoas obesas.

Hormonas: 

  • Raramente as perturbações hormonais causam obesidade. 
  • No entanto existem algumas doenças com deficiência ou produção excessiva de hormonas que podem conduzir à obesidade tais como: Síndrome de Cushing; Hipotiroidismo; Insulinoma; Hipogonadismo masculino; Deficiência da hormona do crescimento.

Lesão do cérebro: 

  • Só em muito poucos casos uma lesão do cérebro, especialmente do hipotálamo, pode ter como resultado a obesidade (Lesão hipotalámica associado a trauma/ cirurgia; Craniofaringioma e outras desordens envolvendo o hipotálamo).

Medicamentos: 

  • Alguns medicamentos utilizados frequentemente causam aumento de peso, como a prednisolona (um corticosteróide) e muitos antidepressivos, assim como também muitos outros medicamentos que são utilizados para curar perturbações psiquiátricas.

Etiologia 

Em termos patológicos, a etiologia da obesidade é multifactorial. Pode ser provocada por:

  • Influências genéticas;
  • Influências ambientais;
  • Influências culturais e sócio-económicas.

Influências genéticas

  • A susceptibilidade genética da obesidade é poligénica. 
  • Cerca de 135 diferentes genes já foram associados e/ou vinculados a fenótipos relacionados com a obesidade. 
  • As causas monogénicas de obesidade são raras e determinam obesidade grave de início precoce (exemplos de condições genéticas graves faladas no tema das causas da obesidade). 
  • Mutações em cerca de 10 diferentes genes já foram associadas a um fenótipo obeso.

Tal como muitas outras condições médicas, a obesidade é o resultado da interacção entre factores genéticos e ambientais. Perante factores ambientais idênticos, o risco de obesidade é maior nas pessoas com predisposição genética para a doença. 

Esta predisposição genética tem origem nos polimorfismos de vários genes que controlam o apetite e o metabolismo.

As pessoas com duas cópias do gene FTO (A proteína da obesidade e de massa de gordura associada (Fat mass and obesity-associated protein), também conhecida como alpha-ketoglutarate-dependente dioxigenase FTO é uma enzima no qual nos seres humanos é codificada como FTO, gene localizado no cromossoma 16) pesam em média 3 a 4 quilos a mais e apresentam um risco 1,67 vezes superior de obesidade, em comparação com a restante população. 

A percentagem de obesidade que pode ser atribuída a factores genéticos varia entre 6 e 85%, dependendo da população examinada. 

Verifica-se que 7% das pessoas com obesidade grave precoce (obesidade antes dos 10 anos de idade e com IMC três vezes superior ao normal) possuem mutação pontual no ADN. Cerca de 80% dos filhos de dois progenitores obesos são também eles obesos, valor que contrasta com os menos de 10% entre os filhos de pais com peso normal.

Dentro dos genes mais estudados, os mais representados são aqueles que influenciam directamente sobre o apetite.

Genes Responsáveis pelo Aumento de Peso
Genes Responsáveis pelo Aumento de Peso

A célula adiposa e a obesidade

São células que fazem parte do tecido adiposo, os adipócitos são responsáveis pelo armazenamento de gordura no corpo humano. 

Células de Gordura
Células de Gordura

Cada célula adiposa armazena determinada quantidade de gordura. 

São capazes de armazenar gorduras até dez vezes o seu tamanho. 

Quando é ultrapassado o limite de armazenamento de uma célula adiposa é criada uma nova célula no tecido adiposo. 

O tecido adiposo acompanha o desenvolvimento do ser humano durante toda a vida. 

A gordura armazenada no adipócito encontra-se na forma de triglicerídos. Enquanto realizamos o exercício, várias hormonas como as catecolaminas, o glucagon, a hormona do crescimento, corticosteróides, entre outros, são libertados na corrente sanguínea, e quando chegam aos adipócitos, provocam lipólise (quebra dos triglicéridos) aumentando as concentrações sanguíneas de ácidos gordos livres (AGL). 

Esses AGLs são transportados aos músculos esqueléticos que os utilizam para a síntese de ATP (Fonte de Energia para a Contracção Muscular). 

O AGL, agora dentro da célula muscular, precisa ser activado (incorporação de Acil-CoA) e transportado para dentro da matriz mitocondrial, onde será fraccionado em moléculas de dois carbonos (Acetil-CoA) para ser oxidado. 

Dentro das mitocôndrias, as moléculas de Acetil-CoA são processadas no ciclo do ácido cítrico (Ciclo de Krebs) e produzem NADH e FADH2. 

Esses últimos são transferidos para a cadeia de transporte de electrões onde o ATP é finalmente gerado. O FADH2 dá origem a 2 ATP, enquanto que o NADH, a 3 ATP. Do ponto de vista da geração de energia, a glicose e os ácidos gordos são os substratos mais importantes. 

A oxidação completa de 1g de glicose origina aproximadamente 4 Kcal, enquanto que a mesma quantidade de ácidos gordos origina aproximadamente 9 Kcal.

Nos últimos anos, o tecido adiposo deixou de ser considerado apenas um reservatório de energia para ser reconhecido como órgão com múltiplas funções e papel central na génese da resistência à insulina. 

Actualmente, sabe-se que o adipócito recebe a influência de diversos sinais, como a insulina, cortisol e catecolaminas, e, em resposta, secreta uma grande variedade de substâncias que atuam tanto local como sistemicamente, participando da regulação de diversos processos como a função endotelial, aterogénese, sensibilidade à insulina e regulação do balanço energético. 

Algumas dessas substâncias secretadas essencialmente pelo tecido adiposo, como a leptina, adiponectina, TNF-a, resistina entre outras, apresentam papel fundamental na sensibilidade tecidular à insulina. 

Também é conhecido que o adipócito, de acordo com sua localização, apresenta características metabólicas diferentes, sendo que a adiposidade intra-abdominal é a que apresenta maior impacto sobre a deterioração da sensibilidade à insulina.

Hormonas alteradas na Obesidade e as suas Consequências
Hormonas alteradas na Obesidade e as suas Consequências

A maioria das formas de obesidade tem as células de adipose aumentadas (em nº e tamanho). 

Classificações da Obesidade 

A obesidade pode ser classificada de acordo com a distribuição de gordura (andróide e ginóide), pela forma que surgiu a mesma, com base no consumo e o gasto de energia e ao número de células de gordura.

Distribuição da gordura corporal: Avaliado pelo índice da medida da cintura e região glútea. A obesidade abdominal é definida pela medida da circunferência abdominal maior que 102 cm em homens e maior que 88 cm em mulheres.

Os tipos definidos neste tipo de avaliação são a obesidade andróide e obesidade ginóide. 

Diferenças entre Obesidade Andróide e Ginóide
Diferenças entre Obesidade Andróide e Ginóide

Circunstâncias que levaram à obesidade

Pode ser classificada em: 

  • Obesidade de longa data - indivíduos obesos desde criança; é a forma de mais difícil tratamento e entre as causas existe a predisposição genética (herança familiar) e a hiperalimentação precoce;
  • Obesidade da puberdade - aparece na puberdade, é predominante em mulheres, tem como causas angustias e ansiedades desta fase da vida e alterações orgânicas;
  • Obesidade da gravidez - na gravidez e no pós parto, também por fenómenos psíquicos e/ou orgânicos;
  • Obesidade por interrupção de exercícios - comum em desportistas que ingerem grandes quantidades de calorias e param de fazer exercício;
  • Obesidade e secundaria a drogas - alguns medicamentos como os corticóides, os antidepressivos e os estrógenos podem induzir a um ganho de peso;
  • Obesidade após parar de fumar - a explicação é que a nicotina aumenta o gasto calórico pela sua acção lipolítica; também é responsável por perda de apetite;
  • Obesidade endócrina - este tipo de obesidade surge em aproximadamente 4% das obesidades. Aqui se incluem doenças da tiróide, do pâncreas e da supra-renal.

Obesidade de acordo com o consumo e gasto energético 

Dois tipos de obesidade:

  • Obesidade por Hiperfagia - é o tipo da doença consequente à ingestão de muita comida. São os obesos que comem muito, em quantidade ou em qualidade (alimentos muito calóricos). Além dos mecanismos psíquicos envolvidos na obesidade por Hiperfagia, tais como a depressão, ansiedade, carência afectiva, etc, estão sendo cada vez mais descritas alterações orgânicas condicionantes de hiperfagia (alterações no centro da saciedade, alterações hipotalâmicas e alterações de algumas hormonas gastrintestinais - como por exemplo a grelina, produzida pelo estômago, regula o apetite a curto prazo, fazendo com que a pessoa sinta fome quando o estômago está vazio e indicando o momento em que o estômago está cheio);
  • Obesidade por Gasto Ineficiente - estão incluídas neste grupo pessoas com vida sedentária, portanto, aquelas que comem mais do que gastam e as pessoas que, mesmo comendo proporcionalmente ao gasto com exercício, de repente param de praticá-lo sem diminuir a quantidade de comida ingerida. Também estão aqui as pessoas que comem pouco mas, conforme dizem sempre, têm a famosa tendência para engordar. Este último grupo de pessoas "com tendência para engordar" não costumam ter alterações de tiróide, como costumam achar, ou outro distúrbio do metabolismo. Normalmente a causa da obesidade é que elas gastam menos calorias do que consomem.

Obesidade de acordo com o número de células adiposas 

O número de células adiposas do corpo humano cresce mais durante o período que vai do fim da infância ao início da idade adulta. Existem duas classificações:

  • Obesidade Hipercelular - quando ocorre aumento do número total de células adiposas, que pode-se tornar até cinco vezes superior ao número encontrado no indivíduo adulto normal. Esta é a forma de obesidade que ocorre na infância ou adolescência, porém pode também ser observada nas pessoas com mais de 75% de excesso de peso corporal.
  • Obesidade Hipertrófica - ao contrário da anterior, neste tipo de obesidade ocorre um aumento de tamanho dessas células por acúmulo de lípidos. Este tipo de obesidade inicia-se na idade adulta, na gestação e correlaciona-se melhor com a distribuição andróide da gordura.

Sintomas da Obesidade

O que a Obesidade faz ao Corpo
O que a Obesidade faz ao Corpo

A acumulação do excesso de gordura sob o diafragma e na parede torácica pode exercer pressão nos pulmões, provocando dificuldade em respirar e dispneia, mesmo com um esforço mínimo. 

A dificuldade na respiração pode interferir gravemente no sono, provocando a paragem momentânea da respiração (apneia do sono), o que causa sonolência durante o dia e outras complicações.

A obesidade pode causar vários problemas ortopédicos, incluindo dor na zona inferior das costas e agravamento da artrose, especialmente nas ancas, joelhos e tornozelos.

As perturbações cutâneas são particularmente frequentes. Dado que os obesos têm uma superfície corporal escassa relativamente ao peso, não podem eliminar o calor do corpo de forma eficiente, de modo que suam mais do que as pessoas magras. 

Também é frequente a tumefacção (inchaço) dos pés e tornozelos, causada pela acumulação a este nível de pequenas a moderadas quantidades de líquido (edemas). 

Complicações da Obesidade 

Acha que será saudável se tiver Excesso de Peso?
Acha que será saudável se tiver Excesso de Peso?

As consequências da obesidade para a saúde são muitas e afectam directamente a qualidade de vida dos indivíduos acometidos. 

Ela sobrecarrega todos os órgãos, principalmente o coração. ~

É frequentemente associada com:

Além destas, temos como outras condições associadas à obesidade:

  • a resistência à insulina
  • síndrome do ovário policístico
  • cálculo biliar
  • hepatite esteatosa
  • apnéia do sono
  • hemorróida
  • bloqueio nervoso
  • presença de proteína na urina (proteinúria)
  • osteoartrites
  • cancro
  • incontinência urinária
  • micoses
  • celulite
  • alterações hormonais

Quanto ao aspecto psicológico, a obesidade tem sido apontada como um dos factores contribuintes para a baixa-estima, o isolamento social, a depressão, etc.

Em consequência destes factores, determina-se que a obesidade contribui para a diminuição da esperança de vida.

Visão da Medicina Tradicional Chinesa

A Acupuntura e a Medicina Chinesa Têm tido Resultados Espectaculares na Perca de Peso e Volume
A Acupuntura e a Medicina Chinesa Têm tido Resultados Espectaculares na Perca de Peso e Volume

A obesidade ocorre em diferentes idades, mas a maior parte das vezes surge aos 40 anos e frequentemente na mulher, após a menopausa. 

A MTC considera a disfunção do BP e do E como a mais responsável pela obesidade. Contudo o R e o F também estão envolvidos.

Podem ser distinguidos em MTC duas formas de obesidade:

Obesidades por consumo alimentar excessivo:

Aparecem nos indivíduos não apresentando perturbações evidentes (aparentemente saudáveis, no entanto estão no limite entre saudável/doente). 

A única etiologia encontrada é a bulimia, que por vezes é a consequência de uma angústia subjacente alterando a energia mental / Shen. 

A perturbação do Shen pode ser ocasional e consecutiva a uma reacção conflituosa ou permanente no seguimento de uma predisposição familiar ou de uma relação parental desequilibrada. 

Este tipo de perturbação conduz a défice de Qi do BP. Numa primeira fase existe uma hiperfunção do E em que a pessoa se apresenta com excesso de gordura corporal mas distribuída proporcionalmente. 

Massa muscular com uma tonicidade regular, ou seja, não apresentam flacidez, mas uma boa tensão na pele e no músculo, quando pressionado. Habitualmente apresentam hábitos excessivos de bebidas alcoólicas, sobretudo de cerveja.

Face vermelha (manifestação clara, da existência de calor no Estômago), Transpiração fácil, Obstipação, Aversão ao calor, Língua com corpo com coloração normal ou um pouco vermelha e capa fina ou fina amarelada, Pulso deslizante e com força.

A evolução deste primeiro tipo conduz a um défice de Qi de BP (fase em que aparentemente a pessoa estava saudável se torna de facto "doente" - porque apresenta sintomas mais claros de défice de Qi). 

A este tipo de padrão associam-se sempre problemas mentais, disfunções emocionais, depressão, stress. 

Se as pessoas que apresentam o primeiro padrão de obesidade, já abordado, não forem tratadas, podem com o prolongamento da situação lesar o BP e tornar a digestão fraca.

Porque, por exemplo, quando as pessoas se deitam tarde depois de uma grande refeição, todos os órgãos descansam, com excepção do BP que continua a trabalhar mais do que os outros e por um tempo prolongado. 

Por outro lado, o stress e outros problemas mentais ao manterem-se por tempo prolongado restringem a função do BP, causando deficiência deste órgão. 

Do mesmo modo, o stress continuado pode causar estagnação do Qi do F e agressão directa deste órgão ao BP (desarmonia entre F e BP), com a diminuição do funcionamento deste.

Portanto, neste caso, o apetite pode continuar aumentado mas a capacidade de digestão (transformação e transporte da essência dos alimentos) do BP estar diminuída.

Esta situação pode explicar-se do seguinte modo, a constituição ocidental é mais Yang, quando existe depressão mental, ocorre a estagnação do Qi do Fígado e, frequentemente, a transformação desta em Fogo e Calor deste órgão que por sua vez se transmite ao Estômago e causa Fogo do Estômago. 

Portanto, quando a pessoa consome o alimento, também consome o Fogo do Fígado e sente-se melhor. Contudo, este alívio é apenas temporário.

Neste tipo de patologia, a deficiência do Baço é o factor chave. 

A deficiência deste órgão deprime a sua função de transformação e transporte da humidade-mucosidade e dos líquidos corporais. Então, esta acumula-se. 

As pessoas apresentam habitualmente humidade, mas também vazio de Qi, e apesar de comerem bem, continuam a sentir-se fatigadas, porque o que comem não se transforma em alimento para a funções energéticas do corpo, mas acumula-se sob a forma de humidade-mucosidade.

Ou seja, nesta fase a pessoa apresenta excesso de gordura corporal (o exemplo da humidade e mucosidades), sobretudo depositada à volta da zona epigástrica e abdominal, Comem muito, manifestando muito apetite, depois de comerem apresentam distensão abdominal e epigástrica, lassidão dos membros, fadiga e falta de energia, o movimento intestinal é irregular, podendo apresentar tanto fezes moles, como obstipação, na maior parte dos casos estas manifestações associam-se a problemas mentais (ansiedade/depressão - sintomas clássicos da desarmonia entre F/BP), língua com corpo que pode ser vermelho, mas tendencialmente pálido, capa amarela gordurosa e espessa, pulso em corda, fino e deslizante

Obesidades por perturbações energéticas do San Jiao e dos Rins Yin e Yang 

Poderíamos aproximar em Medicina Ocidental das obesidades endócrinas, pondo em jogo o metabolismo hormonal (incluindo aqui a obesidade infantil e a obesidade associada à pós-menopausa):

Advém de um outro mecanismo, ainda que possamos assim encontrar nesse caso uma bulimia. 

Neste tipo há, com efeito, uma perturbação do Xia Jiao (Aquecedor inferior), que se repercute nos dois outros aquecedores, não permitindo uma boa activação dos mesmos (promovendo ao mau funcionamento do San Jiao). 

O hipo-funcionamento do Xia Jiao traduz-se por uma estagnação hídrica (os Rn e o F pelas suas relações directas com o Xia Jiao, não asseguram mais a sua função de eliminação). 

A estagnação do líquido orgânico repercute-se no Zhong Jiao (Aquecedor médio) provocando um aumento de massa sanguínea e uma estagnação da energia Rong. 

Mais tarde, a mesma repercussão efectua-se ao nível do Shàng Jiao (Aquecedor superior) levando-o a uma diminuição da sua actividade (diminuição da produção de energia). 

O resultado é um aumento da má relação Líquidos Orgânicos-Energia e em consequência um aumento das relações Sangue-Energia, Energia Rong - Energia Wei, por diminuição da energia em geral (particularmente da energia Wei).

Ao contrário do que acontece no primeiro caso, em que o tecido conjuntivo e muscular é sentido duro à palpação, neste caso, a pele e o tecido muscular apresenta-se mole, como uma esponja, sem força, sem tonicidade. 

Face pálida, pele seca, apetite normal, por vezes manifestações de sintomas de deficiência de Qi e Yang do BP como: aversão ao frio, vontade de dormir, pouca vontade de fazer exercício, perda de interesse pelo que quer que seja, inclusive pela função sexual, fezes moles ou obstipação, ou micção frequente, língua com corpo pálido e grosso, capa fina e branca, pulso fino, mais lento do que o normal e fraco.

No entanto existe um outro subtipo de obesidade incluído neste tipo de obesidade. É um tipo de obesidade observada muitas vezes em crianças e considerada obesidade tipo Terra. 

Criança que apresenta um excesso de gordura corporal desde a infância (constitucional), bem distribuída, possuindo um ou os dois progenitores também com excesso ponderal. 

Criança com muito bom apetite, hiperactiva, no entanto que se cansa facilmente (mas que também recupera rapidamente), língua em que o corpo e capa podem ser normais, pulso deslizante e forte.

O tratamento de acupunctura utilizado terá pontos comuns:

  • Os dois pontos Luo dos meridianos do BP e do E, ou seja o 4BP e o 40E. Para além destes devem-se sempre usar pontos do mental como 20VG, 1PC, 3PC, 7C, 6MC e 7MC;
  • Obesidades por consumo alimentar excessivo:
  • Para a fase inicial de Calor do E: 20B, 21B, 11IG, 4IG, 44E;
  • Para a fase de Calor no E e deficiência de Qi do BP: 13F, 25E, 36E, 40E, 44E, 34VB.
  • Obesidades por perturbações energéticas do San Jiao e dos Rins Yin e Yang:
  • San Jiao: 22B, 17VC, 12VC, 10VC, 5VC, 2TR, 4TR, 5TR, 9P, 13F
  • Rim Yin: 23B, 4VC, 12R, 3R, 6BP
  • Rim Yang: 20B, 23B, 4VG, 4VC (ou 6VC), 9BP, 7R

Dicas para Começar a Perder Peso Agora

É senso comum dizer que o tratamento da obesidade é difícil e que, com frequência, pessoas que conseguem emagrecer acabam recuperando o peso perdido após algum tempo.

No entanto, isto é verdade porque se tratam as pessoas todas da mesma forma.

Nem todas as pessoas se vão adaptar às saladas, outras a comida vegetariana ou mesmo ao exercício físico. Daí ser importante personalizar o tratamento a cada pessoa. 

E é isso que fazemos na Acupuntura Deluxe, com um plano de tratamento personalizado, um plano de dieta alimentar e de exercício físico ajustado a si.

O tratamento combinado com uma dieta hipocalórica, aumento da actividade física e terapia comportamental é a intervenção mais bem-sucedida para a perda de peso e manutenção de peso baixo. Todos os pacientes devem ser aconselhados a respeito do estilo de vida e de modificações do comportamento (apropriadas à dieta e à actividade física), e os objectivos da perda de peso devem ser individualizados.

Para poder criar um plano personalizado é  necessário que esteja presente na consulta para ser avaliada.

Mas deixamos a nossa recomendação (escreva os passos seguintes):´

  • Liste de 1 a 10 quanto gostava de perder peso?
  • Quanto peso/volume gostava de Perder?
  • Como seria a sua vida se perdesse o peso/volume descrito acima?

Experimente escrever a resposta a estas 3 perguntas, e garantimos que estará no ponto de partida para começar a ter sucesso na perca de peso ou volume.

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Muito obrigado,

ADC, Cuidamos de Si.

"Sempre que acordo de manhã tenho uma dor de costas que não me permite fazer nada. Estou farto disto!!"